Trabalhador ou bandido motorizado? Paralisação legítima dos motoentregadores é marcada por relatos de agressões, danos e ataques contra quem não aderiu
A paralisação nacional de entregadores por aplicativo também movimentou Salvador nesta terça-feira (1º). Apesar da adesão de parte da categoria ao chamado “breque”, trabalhadores que decidiram continuar fazendo entregas relataram episódios de intimidação e violência durante o trabalho. Entre os casos divulgados estão relatos e imagens de motocicletas com pneus furados, trabalhadores atingidos por tinta e situações de confronto durante entregas. Também há relatos de mercadorias tomadas e de agressões físicas, que precisam ser investigados pelas autoridades para a identificação e responsabilização dos envolvidos. A questão jurídica é clara: aderir ou não a uma paralisação é uma decisão do trabalhador . A Lei nº 7.783/1989, conhecida como Lei de Greve, assegura a realização de manifestações, mas determina que os meios utilizados pelos participantes sejam pacíficos. A legislação também proíbe atos que impeçam o acesso ao trabalho ou causem ameaça ou dano à pessoa ou à proprieda...