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JOGO DO TIGRINHO: psicóloga alerta para riscos do vício em jogos online durante entrevista ao Alô Juca na Piatã FM


A psicóloga Ana Carolina Figueiredo Costa, especialista em neuropsicologia e com cerca de oito anos de atuação na área, participou ao vivo do programa Alô Juca, da Piatã FM, onde falou sobre o crescimento do vício em jogos de aposta online, como o popular “jogo do tigrinho”.


Durante a entrevista ao apresentador Marcelo Castro, a especialista destacou que o problema tem afetado cada vez mais famílias em todo o país e já é considerado uma questão de saúde pública.


Segundo a psicóloga, o vício em jogos é um transtorno mental que não tem cura, mas pode ser controlado com tratamento adequado. Ela explicou que o primeiro passo é o reconhecimento da dependência por parte do próprio jogador.


“É importante a pessoa reconhecer que tem esse vício, que tem essa dependência. A partir daí, ela pode iniciar o tratamento e buscar ajuda”, afirmou.


Durante a conversa, a especialista também destacou a existência de grupos de apoio gratuitos para pessoas que enfrentam esse tipo de dependência, como o Jogadores Anônimos, que funciona em Salvador. As reuniões presenciais acontecem no bairro da Pituba, além da possibilidade de participação online.


De acordo com Ana Carolina, cerca de 60% dos pacientes que ela atende atualmente apresentam algum tipo de dependência relacionada a apostas ou jogos online. Entre os principais sinais de alerta estão a perda de controle sobre o valor das apostas, preocupação excessiva com o jogo, mentiras para familiares e afastamento do convívio social.


Outro ponto abordado na entrevista foi o impacto das plataformas digitais e das redes sociais no aumento dos casos, principalmente entre jovens. Segundo a psicóloga, a facilidade de acesso à tecnologia e a divulgação feita por influenciadores acabam estimulando o interesse de adolescentes e até crianças.


Ela também explicou que muitas plataformas utilizam mecanismos psicológicos para manter o jogador ativo, como o chamado reforço intermitente, quando a pessoa ganha ocasionalmente entre várias perdas, o que gera expectativa de novas vitórias e mantém o comportamento de aposta.


“A estética, os sons e as recompensas ocasionais são pensados para estimular o cérebro e manter o jogador preso àquela dinâmica”, explicou.


Ainda durante a entrevista, a psicóloga ressaltou que o vício em jogos pode provocar graves consequências financeiras e emocionais, levando a endividamentos, conflitos familiares e até rompimentos de relacionamentos.


Para a especialista, o avanço das apostas online exige maior atenção da sociedade e políticas públicas voltadas à prevenção e ao tratamento da dependência. “Quando existe um dependente na família, não é só ele que sofre. Toda a estrutura familiar acaba sendo afetada”, concluiu.

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